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TEMPO COMUM

22ª SEMANA

2ª Feira, 1-IX: S. Beatriz da Silva: A Boa nova de Cristo crucificado.

1 Cor 2, 1-5 / Lc 4, 16-30 

            Ao ouvirem estas palavras todos, na sinagoga, ficaram furiosos. Ergueram-se então e expulsaram Jesus da cidade. 

            Jesus apresenta-se na sinagoga de Nazaré e explica aos seus conterrâneos a sua missão. Inaugura o anúncio da Boa Nova, citando uma passagem de Isaías (cf Ev). É mal recebido, não encontrando boas disposições nos ouvintes.

            S. Paulo recorda aos Coríntios que a sua pregação da Boa Nova se apoiava em Cristo crucificado (cf Leit). Precisamos ter uma grande fé, que não se funda na sabedoria humana mas na força de Deus (cf Leit). É o que pedimos, por intercessão de S. Beatriz da Silva: buscar na terra a verdadeira sabedoria (cf Oração). 

3ª Feira, 2-IX: O homem natural e o homem espiritual.

1 Cor 2, 10-16 / Lc 4, 31-37 

            Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demónio impuro. 

            Nas Leituras de hoje encontramos personagens que têm três tipos de espíritos.

            O primeiro é o que tem o espírito de um demónio (cf Ev), e que representa o pecador que se quer converter a Deus e tem que se libertar de Satanás e do pecado. O segundo é o homem natural (cf Leit), que não aceita o que vem de Deus, que é loucura para ele e não pode entendê-lo. E o terceiro é o homem espiritual (cf Lei), que tem o pensamento de Cristo e, a essa luz, julga todos os acontecimentos e pessoas. 

4ª Feira, 3-IX: S. Gregório Magno: Superação da visão humana.

1 Cor 3, 1-9 / Lc 4, 38-44 

            Não pude falar-vos como a homens que têm o espírito de Deus, mas como a homens puramente naturais.           

            S. Paulo queixa-se da falta de dimensão sobrenatural dos Coríntios, pois têm uma visão demasiado humana (cf Leit).

            O comportamento do Senhor indica-nos os meios para adquirirmos essa dimensão sobrenatural. Em primeiro lugar, a oração: «ao romper do dia, Jesus dirigiu-se a um sítio ermo» (Ev). Depois, o conhecimento do Evangelho: «Tenho que ir às outras cidades anunciar o reino de Deus» (Ev). Por intercessão de S. Gregório Magno pedimos a Deus o mesmo espírito de sabedoria que ele teve (cf Oração). 

5ª Feira, 4-IX: Indispensável contar com Deus.

1 Cor 3, 18-23 / Lc 5, 1-11 

            (Simão): Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, largarei as redes. 

            Diz S. Paulo que a «sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus» (Leit). Assim aconteceu com os pescadores do lago de Genesaré: uma noite inteira sem apanhar nada (e eles eram os ‘sábios’ humanos da pesca) mas, com a sabedoria de Deus, apanharam uma grande quantidade de peixes.

            Na nossa vida de pouco serve o esforço, o emprego exclusivo dos meios humanos. Precisamos contar sempre com a ajuda do Senhor, com a sua sabedoria. 

6ª Feira, 5-IX: A recepção das graças de Deus

1 Cor 4, 1-5 / Lc 5, 33-39 

            Ninguém recorta um remendo de um vestido novo para o deitar em vestido velho. 

            Com esta comparação, Jesus quer recordar-nos que a nossa alma deve estar bem preparada para receber as graças e os ensinamentos de Deus. Os pecados veniais, o pouco empenho na vida espiritual, ajudam a ‘envelhecer’ a alma.

            Além disso, devemos corresponder fielmente a essas graças: «O que se quer nos administradores (dos mistérios de Deus) é que cada um deles se mostre fiel» (Leit). Procuremos, por isso, ler e ouvir com mais atenção a sua Palavra e pô-la em prática quanto antes. 

Sábado, 6-IX: Aprender a perdoar.

1 Cor 4, 6-15 / Lc 6, 1-5 

            Insultados, bendizemos; perseguidos, aguentamos; difamados, dizemos palavras de conforto. 

            Recorda S. Paulo o modo como os primeiros cristãos viviam a caridade, quando confrontados com calúnias, insultos e difamações (cf Leit). Deste modo, imitaram Jesus, que perdoou a todos e foi compreensivo com o problema das espigas (cf Ev).

            Continuemos a viver o mandato do Senhor (amai-vos uns aos outros) na vida familiar, no trabalho, manifestando um sorriso de compreensão, dizendo alguma palavra amável, confortando os que sofrem, rezando pelos antipáticos, etc. 

23ª SEMANA

3ª Feira, 9-IX: Uma transformação espiritual

1 Cor 6, 1-11 / Lc 6, 12-19 

            Mas fostes purificados, fostes santificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus. 

            A vida de muitos Coríntios era moralmente má, mas transformou-se graças à acção do Espírito Santo (cf Leit): «Curando as feridas do pecado, o Espírito Santo renova-nos interiormente por uma transformação espiritual, ilumina-nos e fortalece-nos para vivermos como filhos da luz, em toda a espécie de bondade, justiça e verdade» (CIC, 1695).

            Jesus cura todos os que lhe apresentam. Recebermos igualmente a sua ajuda para a nossa transformação espiritual, se nos aproximarmos d’Ele (cf Ev). 

4ª Feira, 10-IX: Os tipos de felicidade.

1 Cor 7, 25-31 / Lc 6, 20-26 

            Felizes de vós, os pobres… os que estais agora cheios de fome… os que agora chorais. 

            Ao falar das bem-aventuranças, Jesus ensina-nos que um homem, embora possua muitos bens da terra, pode ser infeliz. Pelo contrário, o homem que vive no meio da pobreza, da dor, do abandono, pode alcançar a felicidade eterna.

            S. Paulo recorda que «o cenário deste mundo é passageiro» (Leit), isto é, a felicidade aqui na terra é sempre fugaz, não dura sempre. O importante é conseguir a felicidade eterna. 

5ª Feira, 11-IX: Regra de ouro da caridade.

1 Cor 8, 1-7. 11-13 / Lc 6, 27-38 

            Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem nada esperar em troca. 

            Tal como o Senhor indica, o preceito da caridade não se estende apenas àqueles que nos querem e tratam bem, mas a todos sem excepção. O pedido de Jesus exige não só um comportamento humano recto, mas também virtudes heróicas.

            «A ciência cria presunção ao passo que a caridade edifica» (Leit). Ela é o vínculo da perfeição e a forma de todas as virtudes. Procuremos aplicar sempre a regra de ouro: «tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho igualmente vós também (Ev)» (CIC, 1789). 

6ª Feira, 12-IX: Santíssimo Nome de Maria: Humildade e caridade.

1 Cor 9, 16-19. 22-27 / Lc 6, 39-42 

            Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirares o argueiro que o teu irmão tem na dele. 

            Diz S. Paulo: «Fiz-me tudo para todos a fim de ganhar alguns por todos os meios» (Leit). Podemos consegui-lo vivendo bem a virtude da humildade, que nos torna capazes de perdoar, de compreender e de ajudar; que nos leva a descobrir primeiro os erros e defeitos que há em nós próprios e que conduzem à compreensão pelos defeitos alheios (cf Ev).

            Todos os filhos de Nossa Senhora invocam o seu Santíssimo Nome: Maria. E assim nos sentiremos mais irmãos uns dos outros e a querê-los mais. 

Sábado, 13-IX: S. João Crisóstomo: Apoio na vontade de Deus.

1 Cor 10, 14-22 / Lc 6, 43-49 

            Vou mostrar-vos a quem se assemelha todo aquele que vem ter comigo, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 

            Se queremos construir a nossa vida sobre um fundamento sólido devemos ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática (cf Ev). Mas isso exige que estejamos sempre dispostos a cumprir a sua vontade: no cumprimento dos deveres quotidianos, na aceitação das contrariedades, etc.

            O outro fundamento sólido é Eucaristia: «o pão que partimos não é a comunhão com Corpo de Cristo?» (Leit). S. João Crisóstomo utilizou abundantemente a palavra de Deus na sua exposição da doutrina católica. 

24ª SEMANA

3ª Feira, 16-IX: S. Cornélio e Cipriano: Imitar a misericórdia de Jesus.

1 Cor 12, 12-14. 27-31 / Lc 7, 11-17 

            E vinha com ela (a viúva) bastante gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-se e disse-lhe: Não chores. 

            Jesus veio compadecer-se dos que sofrem, como a viúva de Naim (cf Ev). «Jesus faz da misericórdia um dos temas principais da sua pregação… São muitos os passos dos ensinamentos de Cristo que manifestam o amor misericórdia sob uma espécie sempre nova» (Rico em misericórdia, n. 3).

Procuremos ser igualmente todos misericordiosos com os outros: «todos os membros do corpo constituem um só corpo, assim sucede também com Cristo» (Leit). Os mártires Cornélio e Cipriano viveram heroicamente a misericórdia. 

4ª Feira, 17.IX: A Magna Carta do serviço.

1 Cor 12, 31- 13, 13 / Lc 7, 31-35 

            Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados. Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo. 

            E este caminho de perfeição é o caminho da caridade. Neste hino à caridade (cf Leit), S. Paulo ensina-nos que a caridade ultrapassa a actividade: ‘Ainda que eu distribua todos os meus bens em esmolas e entregue o meu corpo a fim de ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita’. Pode pois chamar-se a Magna Carta de todo o serviço eclesial.

            Jesus queixa-se da crítica que fizeram de João Baptista e d’Ele próprio. É um caso de juízos críticos, de faltas de caridade (cf Ev). 

5ª Feira, 18-IX: Começar uma vida nova.

1 Cor 15, 1-11 / Lc 7, 36-50 

            Depois, disse à mulher: Os teus pecados estão perdoados… Foi a tua fé que te salvou. Vai em paz. 

            A fé e a humildade salvaram esta mulher de mais pecados. A sua oração foi escutada por Jesus, mesmo sem ter dito nada: «Jesus atende a oração de fé expressa em palavras… ou feita em silêncio (as lágrimas e o perfume da pecadora: cf Ev)» (CIC, 2616). O arrependimento levou-a a começar uma vida nova.

            Também S. Paulo reconhece a actuação da graça de Deus na sua vida: «Pela graça de Deus é que sou aquilo que sou, e a graça que Ele me deu não foi inútil» (Leit). 

6ª Feira, 19-IX: O contributo específico da mulher.

1 Cor 15, 12-20 / Lc 8, 1-3 

            Andavam com ele os doze, bem como algumas mulheres…que serviam Jesus com os seus haveres. 

            O Evangelho mostra como estas mulheres seguem e servem o Senhor (cf Ev)

            «A Igreja está ciente do contributo específico da mulher para o serviço do Evangelho. A história da comunidade cristã atesta que as mulheres sempre tiveram um lugar de relevo no testemunho do Evangelho. Recorde-se tudo o que elas fizeram, muitas vezes em silêncio e sem dar nas vistas, para acolher e transmitir o dom de Deus, seja mediante a maternidade física e espiritual, a cação educativa, a catequese, a realização de grandes obras de caridade» (J. Paulo II). 

Sábado, 20-IX:O crescimento das virtudes.

1 Cor 15, 35-37. 42-49 / Lc 8, 4-15 

            E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração recto e bom, a conservaram e, com perseverança, dão fruto. 

            Ambas as Leituras referem as sementeiras e as sementes. S. Paulo recorda: «O que tu semeias, não volta à vida sem morrer» (Leit). Isto significa que, sem o sacrifício, não pode haver frutos na vida de um cristão.

            Jesus fala dos terrenos que recebem a sementeira de Deus (cf Ev). Num dos terrenos, o demónio tenta arrancar a palavra do coração: «O Espírito Santo permite-nos discernir entre a provação necessária ao crescimento interior em vista duma virtude comprovada» (CIC, 2847). Um dos meios de crescimento das virtudes é pois a provação. 

25ª SEMANA

2ª Feira, 22-IX: A actuação da graça de Deus.

Prov 3, 27-34 / Lc 8, 16-18 

             Pois àquele que tiver dar-se-á, mas, àquele que não tiver. Até o que julga ter lhe será tirado. 

            Assim actua a graça de Deus nas nossas almas. Quando correspondemos à graça recebemos novas graças, mas quando nos empenhamos em não ser dóceis às ajudas do Espírito Santo, ficamos cada vez mais pobres. A vida espiritual exige sempre um novo empenho. Pelo contrário, quem não avança retrocede: «Se disseres basta estás perdido» (S. Agostinho).

            Deus concede novos favores se encontra boas disposições: «Ele abençoa a residência dos justos…aos humildes concede o seu favor» (Leit) 

3ª Feira, 23-IX: A verdadeira família de Jesus.

Prov 21, 1-6. 10-13 / Lc 8, 19-21 

            Mas Jesus respondeu-lhes: minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática. 

            Quem pertence à família de Jesus? «O germe e começo do reino é o pequeno rebanho daqueles que Jesus veio congregar ao seu redor e dos quais Ele próprio é o pastor. Eles constituem a verdadeira família de Jesus (cf Ev).

            Esta família é caracterizada pelo cumprimento da vontade de Deus: «quem fizer a vontade de meu Pai que está nos céus… tem uma nova maneira de agir (ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática… e uma oração (o Pai nosso)» (cf. CIC, 764). 

4ª Feira, 24-IX:Confiança plena em Deus.

Prov 30, 5-9 / Lc 9, 1-6 

            Disse-lhes então: Não leveis nada para o caminho, nem cajado, nem saco, nem pão, nem dinheiro. 

            Jesus quer fazer ver aos Apóstolos, quando os envia para a primeira missão apostólica, que devem apoiar-se nos meios sobrenaturais, que toda a eficácia vem de Deus. As curas e conversões hão-de atribuir-se à Omnipotência divina.

            A mesma confiança se há-de notar nos pedidos que fazemos na oração: «Duas coisas vos peço, Senhor, não mas negueis até que eu morra:.. não me deis pobreza nem fortuna, deixai que eu tenha o alimento necessário. É que, na abundância, poderia renegar-vos» (Leit). 

5ª Feira, 25-IX: Um desejo forte de ver a Deus

Co 1, 2-11 / Lc 9, 7-9 

            (Herodes): Mas quem é este homem, de quem oiço dizer tais coisas? E procurava ver maneira de ver Jesus. 

            O desejo de ver o rosto de Cristo é fundamental para a nossa vida, pois «n’Ele, Deus nos abençoa fazendo resplandecer sobre nós a luz do seu rosto. Sendo ao mesmo tempo, Deus e homem, Ele revela-nos também o rosto autêntico do homem, revela o homem a si mesmo» (J. Paulo II). O resto das coisas acaba por ser uma desilusão: «todas as coisas produzem cansaço, ninguém o pode explicar; o olhar não consegue ver bastante…» (Leit).

            Como procuro ver Jesus na leitura do Evangelho ou na contemplação dos mistérios do Rosário? 

6ª Feira, 26-IX: Qual o ‘momento oportuno’?

Co 3, 1-11 / Lc 9, 18-22 

            Para tudo há um momento oportuno, para cada coisa há um tempo debaixo do Céu. 

            O momento mais oportuno para cada coisa é, em princípio, aquele em que devemos levar a cabo a vontade de Deus para cada um de nós. O Senhor quer que vivamos e santifiquemos o momento presente, cumprindo com responsabilidade o dever correspondente a esse momento.

            Jesus ensina-nos também que há-de haver um momento oportuno para a oração: «estava Jesus a orar sozinho» (Ev); um momento para o sofrimento: «o Filho do homem tem de sofrer muito» (Ev). 

Sábado, 27-IX: S. Vicente de Paulo: A Cruz é um bem?

Co 11, 9- 12, 8 / Lc 9, 43-45 

            O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Mas eles não entendiam aquela linguagem. 

            A pregação sobre a Cruz, a mortificação, o sacrifício e sofrimento, há-de ser quase sempre difícil de entender (cf Ev), quando se encara apenas com olhos humanos. À primeira vista é mais uma desilusão: «desilusões e mais desilusões… Tudo é desilusão» (Leit)

            A fé, no entanto ajuda-nos a ver que, sem sacrifício não há amor. O caminho da santificação passa necessariamente pela Cruz. S. Vicente de Paulo entregou toda a sua vida ao serviço dos pobres e `formação do clero. 

26ª SEMANA

3ª Feira, 30-IX: S. Jerónimo: O novo sinal da dor.

Job 1, 6-22 / Lc 9, 46-50 

            Em tudo isto, Job não cometeu pecado, nem disse contra Deus qualquer insensatez. 

            Esta passagem faz parte da lamentação de Job, por padecer tantos sofrimentos.

            Os sofrimentos aparecem de muitas formas diferentes e nenhum deles é querido espontaneamente por ninguém. Mas Jesus, no entanto, toma a resolução de ir a Jerusalém, para aí morrer (cf Ev), porque nos queria redimir pela sua paixão e morte. Ela proclama bem-aventurados os que sofrem: doenças físicas ou morais, injustiças, etc. A fé altera o sinal da dor de menos para mais. S. Jerónimo fez a tradução latina da Bíblia, fonte da verdadeira vida cristã, que inclui o sofrimento.

           

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