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TEMPO COMUM


31ª SEMANA

3ª Feira, 3-XI: Convite para a vida eterna

Rom 12, 5-16 / Lc 14, 15-24

Sai aos caminhos e às azinhagas e obriga essa gente a entrar, para que a minha casa fique cheia.

O banquete da vida eterna está preparado, e Deus quer que toda a gente se salve. No entanto, sempre há desculpas para não aceitar o convite feito por Deus (Ev). São desculpas razoáveis, mas esquecem o que é mais importante: alcançar a vida eterna.

Temos que fazer render os talentos que recebemos: «temos dons diferentes conforme a graça que nos foi dada» (Leit). Não esqueçamos a virtude da caridade: sede amáveis uns com os outros, bendizei aqueles que vos perseguem, alegrai-vos com aqueles que se alegram, etc. (Leit).

4ª Feira, 4-XI: Viver bem a caridade para chegar ao céu.

Rom 13, 8-10 / Lc 14, 25-33

Qual de vós, que deseja construir uma torre, se não senta primeiro a calcular a despesa e a ver se em com que terminá-la?

Para atingir a vida eterna precisamos edificar uma torre que chegue ao céu e travar um grande combate (Ev). Cada dia aproximar-nos um pouco mais de Deus; ultrapassar os obstáculos que o demónio coloca.

Nessa construção não deixemos de viver muito bem a virtude caridade. É uma dívida que não podemos ter para com ninguém (Leit). Aproveitemos as circunstâncias em que vivemos para nos entregarmos ao serviço dos outros.

5ª Feira, 5-XI: O pecador e a vida eterna: esperança.

Rom 14, 7-12 / Lc 15, 1-10

Pois eu digo-vos: É assim que há alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa.

Jesus convivia com os pecadores, procurando levá-los ao arrependimento. E por cada um que se convertia havia uma grande alegria no céu (Ev). As duas parábolas que contou abrem-nos uma porta de esperança, pois temos tendência para desanimar, quando nos sentimos pecadores.

Procuremos viver a nossa vida unidos ao Senhor: «Se vivemos, vivemos para o Senhor» (Leit). E, em relação ao próximo, evitemos o julgamento negativo ou o desprezo (Leit).

6ª Feira, 6-XI: S. Nuno de S. Maria: Boa administração dos bens.

Rom 15, 14-21 / Lc 16, 1-8

Havia um homem rico que tinha um administrador, e este foi-lhe acusado de andar a desperdiçar os bens.

Deus confiou-nos todos os bens terrenos. Como os estamos a administrar? (Ev). Esses bens são os bens materiais, o trabalho, a família, o tempo, etc. Façamos um exame para vermos que medidas devemos tomar para que eles rendam o que devem render, sem desperdícios.

S. Nuno de Santa Maria geriu muito bem o que Deus lhe confiou: o talento para os combates, o desprendimento de todos os bens, e eram muitos, para ouvir de Deus: muito bem, servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor.

Sábado, 7-XI: Desprendimento e vida eterna.

Rom 16, 3-9. 16. 22-27 / Lc 16, 9-15

Ninguém pode servir a dois senhores: ou terá antipatia por um e estima pelo outro, ou há-de ligar-se ao primeiro e desprezar o segundo.

O nosso relacionamento com os bens terrenos há-de consistir no seu bom uso. Para isso, temos uma virtude muito importante, que é o desprendimento.

Uma parte do desprendimento consiste em viver bem os gastos: «quem é fiel no pouco, também é fiel em muito» (Ev). Evitar os gastos por luxo, capricho, descuidos, etc. Outra parte diz respeito aos apegamentos: às roupas, aos últimos modelos de instrumentos electrónicos, ao uso da TV e telemóveis, etc. O Senhor disse: bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.

32ª SEMANA

2ª Feira, 9-XI: Dedicação da Basílica de S. João Latrão.

Ez 47, 1-2. 8-9. 22 / Jo 2, 13-22

É que, aonde chegar, a água tornará tudo são, e haverá vida em todo o lugar que o rio atingir.

A Basílica de S. João de Latrão é chamada a «igreja mãe de todas as igrejas da Urbe e do Orbe». É também um sinal do amor e unidade para com a Cadeira de Pedro.

Esta Festa leva-nos, por um lado, a considerar a abundância de frutos que os sacramentos, rios de água viva (Leit), trazem à nossa alma. Ponhamos toda a devoção em relação àqueles que habitualmente recebemos. Por outro lado, é mais uma oportunidade para estarmos muito unidos ao Papa e às suas intenções, pedindo pela unidade de todos os cristãos.

3ª Feira, 10-XI: A vida e a morte dos justos.

Sab 2, 23- 3, 9 / Lc 17, 7-10

Mas as almas dos justos estão na mão de Deus, e nenhum tormento os há-de atingir.

Muitas pessoas consideram a morte uma desgraça, mas os justos alcançaram já a paz. Aqui na terra sofreram muitas contrariedades, mas Deus experimentou-os e aceitou os seus sacrifícios (Leit).

A sua vida pode resumir-se em poucas palavras: «Somos servos inúteis; só fizemos o que devíamos fazer» (Ev). Se fazemos o que deve ser feito e o fizermos por amor de Deus estamos no bom caminho para a vida eterna.

4ª Feira, 11-XI: As coisas santas devem ser tratadas santamente.

Sab 6, 1-11 / Lc 17, 11-19

Pois os que tiverem santamente guardado as coisas santas serão reconhecidos como santos.

Aqui temos mais um caminho para alcançar o Céu: guardar santamente as coisas santas (Leit). As coisas santas são, em primeiro lugar, os lugares sagrados, tudo o que se refere ao culto, os sacramentos, a Missa, etc. Procuremos tratá-las com mais piedade e devoção. E também com agradecimento, como fez o samaritano ao ficar curado: «Foi a tua fé que te salvou» (Ev).

Também se podem considerar coisas santas os diferentes tipos de oração. Procuremos rezá-las com pausa e atenção, pois são para Deus e temos que lhe oferecer o melhor.

5ª Feira, 12-XI: O reino de Deus no meio de nós.

Sab 7, 22- 8, 1 / Lc 17, 20-25

O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá: ‘está aqui ou ali’, pois o reino de Deus já está no meio de vós.

Pedimos no Pai-nosso: Venha a nós o vosso reino. Mas esse reino já está no meio de nos (Ev). O próprio Cristo é o reino de Deus e Ele continua sempre presente nos Sacramentos, na Igreja, e onde estão dois ou três reunidos em seu nome.

A Igreja é também depositária da Sabedoria: «Sendo embora uma só, ela pode tudo e, permanecendo sempre a mesma, tudo renova» (Leit). A salvação e os meios de salvação permanecem sempre e renovarão todos até ao fim dos tempos.

6ª Feira, 13-XI: Conselhos para a alcançar a vida eterna.

Sab 13, 1-9 / Lc 17, 26-37

Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la; e quem a perder há-de conservá-la.

Ao falar da sua segunda vinda, Cristo aconselhou-nos um modo de prepará-la: gastar a nossa vida ao serviço de Deus e do próximo para alcançarmos a vida eterna (Ev). Esqueçamo-nos um pouco mais de nós próprios.

Outro conselho é o de não nos deixarmos guiar pelas aparências: «deixam-se levar pelas aparências, porque as coisas criadas são belas» (Leit). Com este modo de proceder, esquecemos o Autor das coisas criadas. Melhoremos a nossa presença de Deus durante o dia.

Sábado, 14-XI: Seja feita a vossa vontade.

Sab 18, 14-16; 19, 6-9 / Lc 18, 1-8

E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar?

Temos que rezar e pedir muitas coisas a Deus com a mesma paciência da viúva da parábola (Ev).

No Pai-nosso pedimos que seja feita a vontade de Deus, para que haja uma grande harmonia em toda a criação: «A vossa palavra omnipotente, Senhor lançou-se dos céus do seu trono real… Toda a criação, obedecendo às vossas ordens, foi de novo conformada na sua maneira de ser, para os vossos filhos ficarem sãos e salvos» (Leit).

33ª SEMANA

2ª Feira 16-XI: A sedução dos costumes pagãos.

1 Mac 1, 10-15. 41-43. 54. 57. 62-64 / Lc 18, 25-43

Vamos fazer uma aliança com as nações pagãs que nos rodeiam pois, desde que nos separámos delas, nos sucederam muitas desgraças.

Se nos esquecemos que há uma vida eterna é muito fácil deixar-nos arrastar pelos costumes pagãos que nos rodeiam (Leit): são atraentes, prometem vida fácil, proporcionam muitos prazeres, não trazem compromissos, etc.

No entanto, naqueles ambientes, «muitos permaneceram firmes… aceitaram a morte» (Leit). O mesmo nos pede Deus nos tempos actuais. Pedimos-lhe igualmente, como o cego de Jericó: «Que veja, Senhor» (Ev). Pedimos para ver as pessoas e acontecimentos com olhos de eternidade.

3ª Feira, 17-XI: Fidelidade e conversão.

2 Mac 6, 18-31 / Lc 19,1-10

Eleazar morreu, deixando, não só aos jovens, mas também à maioria da sua raça, um exemplo de coragem e uma nobre lição de virtude.

Nas Leituras de hoje temos dois exemplos de homens de comportamento exemplar. O primeiro, Eleazar, sofreu cruéis tormentos no seu corpo, mas com prazer na sua alma (Leit), por ser fiel ao cumprimento da vontade de Deus.

O segundo, Zaqueu, deu aos pobres metade dos seus bens e restituiu quatro vezes mais aqueles a quem tinha causado prejuízo (Ev), pois ele era chefe dos publicanos e pessoalmente rico. O arrependimento e a conversão são precedidos do encontro com Jesus.

4ª Feira, 18-XI: Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo

Act 28, 11-16. 30-31 / Mt 14, 22-33

Mal subiram para o barco, o vento amainou. E os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus.

A Dedicação destas Basílicas é um dia para termos especialmente presentes os dois principais Apóstolos de Cristo.

A tempestade no lago (Ev) simboliza os ataques à Igreja, que continuarão até ao fim dos séculos. Pedimos ao Senhor o mesmo que S. Pedro: Salva-nos, Senhor, destes ataques. O exemplo de Paulo, prisioneiro em Roma (Leit), ajuda-nos a não ter receio de dar testemunho da Boa Nova, apesar das circunstâncias adversas

5ª Feira, 19-XI: Fidelidade e correspondência às graças de Deus.

1 Mac 2, 15-29 / Lc 19, 41-44

(Matatias): Eu e os meus filhos e os meus parentes seguiremos a Aliança dos nossos antepassados.

Matatias recebeu ofertas vantajosas para apostatar, mas manteve-se fiel ao seu Deus e teve que fugir, juntamente com a sua família e muitos judeus, para o deserto (Leit).

Pelo contrário, os habitantes da cidade de Jerusalém não corresponderam à presença de Jesus e às suas graças, o que causou uma grande pena: «Jesus chorou à vista da cidade» (Ev). O Senhor também passa muitas vezes junto de nós e vamos corresponder melhor a esses momentos, para não lhe causarmos desgosto.

6ª Feira, 20-XI: Bom comportamento dentro do templo.

1 Mac 4, 36-37. 52-59 / Lc 19, 45-48

Jesus entrou no Templo, começou a expulsar os vendedores.

Judas Macabeu e os irmãos foram purificar o Lugar Santo e fazer a dedicação (Leit). Do mesmo modo, Jesus fez uma limpeza do Templo que estava cheio de vendedores (Ev).

O templo (a igreja) é um lugar de oração. Procuremos evitar todas as conversas inúteis, vivamos esses momentos com espírito de recolhimento, falemos apenas com Deus. Sendo a nossa alma também templo de Deus, expulsemos tudo o que não é digno da presença de Deus.

Sábado, 21-XI: Apresentação de Nossa Senhora:

Zac 2, 14-17 / Mt 12, 46-50

Neste dia celebramos, juntamente com a dedicação da igreja de Santa Maria a Nova, a dedicação de Nossa Senhora a Deus.

Procuremos fazer diariamente o oferecimento das nossas obras e de nós mesmos a Deus, imitando o oferecimento de Nª Senhora: Eis aqui a serva do Senhor. E procuremos cumprir a sua vontade: «todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos Céus, é que é meu irmão, minha irmã e minha Mãe» (Ev). Nossa Senhora assim o fez: Faça-se em mim segundo a vossa Palavra.

34ª SEMANA

2ª Feira, 23-XI: Vida eterna e desprendimento.

Dan 1, 1-6. 8-20 / Lc 21, 1-4

Então afirmou: Em verdade vos digo: Esta viúva deitou mais que todos.

Para alcançarmos a vida eterna, precisamos viver o desprendimento dos bens materiais. A viúva foi de uma grande generosidade, pois ofereceu «todos os recursos que possuía» (Ev). Não poderemos ser um pouco mais generosos?

Também precisamos viver a sobriedade na comida e bebida. Os quatro jovens israelitas prescindiram da comida do rei e do vinho, contentando-se com legumes e água (Leit). Quando nos sentamos à mesa somos capazes de oferecer algum pequeno sacrifício?

3ª Feira, 24-XI: O novo Reino e o novo Templo.

Dan 2, 312-45 / Lc 21, 5-11

No tempo desses reis, o Deus do Céu fará surgir um Reino que nunca será destruído.

As Leituras têm um elemento em comum: não ficará pedra sobre pedra nos reinos a seguir a Nabucodonossor (Leit) e no Templo de Jerusalém (Ev).

A primeira Leitura profetiza o aparecimento de um Reino, o reino de Deus, que nunca será destruído. Aumentemos a nossa fé. A segunda Leitura anuncia que o novo Templo será o próprio Deus, que está presente em toda a parte, e não fica limitado ao templo de Jerusalém. Deus está muito perto de nós.

4ª Feira, 25-XI: Valor das nossas vidas aos olhos de Deus.

Dan 5, 1-6. 13-14. 16-17. 23-28 / Lc 21, 12-19

Tequel: Pesado foste na balança e achado sem peso.

Enquanto o rei Baltasar teve uma vida fútil e foi achado sem peso (Leit), Jesus diz aos discípulos que, com a sua ajuda poderão enfrentar todas as dificuldades (Ev).

Deus avaliará o peso da nossa vida, depois da nossa morte. Precisamos dar um pouco de profundidade às nossas acções, fazê-las na presença de Deus, eliminar a superficialidade, etc. E, por outro lado, precisamos contar sempre com a ajuda de Deus, pois sozinhos pouco poderemos fazer.

5ª Feira, 26-XI: Um bom testemunho de fé leva a muitas conversões.

Dan 6, 11-28 / Lc 21, 20-28

O rei dirigiu-se a Daniel e disse-lhe: «Oxalá te salve o teu Deus, a quem serves com tanta firmeza».

O rei Dário descobriu em Daniel um homem crente, firme nas suas convicções (Leit). Não desesperou pelo facto de ser lançado na cova dos leões, tal a confiança que tinha em Deus: «quando o retiraram da cova, não lhe encontraram qualquer beliscadura, porque ele tinha confiado no seu Deus» (Leit).

O rei, ao ver tudo o que tinha acontecido, converteu-se e pediu a todo o seu povo que acreditasse em Deus: «Em toda a extensão do meu reino, deve temer-se e respeitar-se o Deus de Daniel». Se dermos um bom testemunho da nossa fé haverá muitas conversões.

6ª Feira, 27-XI: Preencher bem o livro da vida.

Dan 7, 2-14 / Lc 21, 29- 33

O tribunal entrou em sessão, e os livros foram abertos.

Nesta visão de Daniel aparece em primeiro lugar o julgamento de cada um de nós, constando as nossas obras dos livros. Procuremos preencher cada página do livro da nossa vida com boas obras e muita contrição pelos males que tivermos feito.

Em segundo lugar aparece o filho do Homem, Cristo, a quem todos devem servir. Deste modo poder-se-á estabelecer um Reino eterno e universal: Reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, Reino de justiça, de amor e de paz (Prefácio de Cristo Rei). Colaboremos na instauração deste Reino.

Sábado, 28-XI: A entrada no reino terno de Deus.

Dan 7, 15-27 / Lc 21, 34-36

Os que irão receber o Reino são os santos do Altíssimo: possuirão esse reino para sempre e por toda a eternidade.

Vale a pena entrar neste Reino, que é eterno. Para isso é preciso que lutemos aqui na terra para sermos santos (Leit), vivendo muito bem todas as virtudes e aproveitando todas ocasiões para amar a Deus.

Mas também é preciso evitar «que os vossos corações se tornem pesados, com a intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida» (Ev). Ficaremos mais leves se vivermos as bem-aventuranças: pobreza de espírito, pureza de coração, aceitação dos sofrimentos, das injustiças, etc.