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TEMPO COMUM

13ª SEMANA

...

3ª Feira, 1-VII: De que se queixa o Senhor?

Am 3, 1-8; 4, 11-12 / Mt 8 23-27

            (Jesus): Por que estais assustados, homens de pouca fé? 

            É uma queixa do Senhor feita aos Apóstolos (cf. Ev). Apesar de terem visto tantos milagres, pensam mais na dificuldades (as vagas que cobriam o barco) do que no poder de Jesus.

            Também se queixa o Senhor do povo de Israel, a quem retirou do Egipto, e que tantas vezes se afasta d’Ele, esquecendo que é objecto da predilecção do Senhor: «mas nem sequer voltastes para mim» (Leit). Precisamos estar muito unidos ao Senhor, para nos mantermos firmes no nosso caminho.

4ª Feira, 2-VII: Aprender a escolher o bem.

Am 5, 14-15. 21-24 / Mt 8, 28-34

            Procurai o bem e não mal, para que possais viver… Detestai o mal, amai o bem. 

            Os gadarenos rejeitaram a presença de Jesus no seu território, porque libertou dois possessos e ele perderam uma vara de porcos (cf. Ev). Deram mais valor a um bem material do que ao próprio Deus e à felicidade de dois homens.

            Não souberam escolher o bem e perderam o Senhor. Muitas vezes julgamos que estamos a escolher uma coisa boa, mas que não agrada a Deus: «se me ofereceis holocaustos e oblações, Eu não quero aceitá-los» (Leit). Os nossos sacrifícios devem ir acompanhados de uma verdadeira conversão interior.

5ª Feira, 3-VII: S. Tomé: Cristo está presente, vive!

Ef 2, 19-22 / Jo 20, 24-29

            Disse a Tomé: Chega aqui o dedo e vê as minhas mãos, aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo mas crente.

             Tomé teve a sorte de encontrar Jesus ressuscitado e poder afirmar que Ele estava vivo (cf. Ev).

            Todos O podemos encontrar, porque Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele está presente na Sagrada Escritura, na Eucaristia, nas acções litúrgicas. Façamos um acto de fé nesta presença de Cristo: Meu Senhor e meu Deus! Tomé, apoiado no Senhor, conseguiu chegar até à Índia. Todos somos igualmente convidados a levar a Boa Nova a muitos lugares: «Fostes edificados sobre o alicerce dos Apóstolos» (Leit).           

6ª Feira, 4-VII: Fome da palavra de Deus.

Am 8, 4-6. 9-12 / Mt 9, 9-13

            Dias virão em que mandarei fome à terra: não será fome de pão. Nem sede de água, mas de ouvir a palavra de Deus. 

            O homem não vive só de pão, mas da palavra que sai da boca de Deus, repetiu Jesus no momento das suas tentações. E agora pede-nos que sintamos fome da palavra de Deus (cf. Leit). Para isso, temos que escutar o Senhor na intimidade da nossa oração, na leitura do Evangelho, etc.

            Mateus convidou os seus amigos para estarem com Jesus num banquete, para escutarem a sua palavra: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas aqueles que estão doentes» (Ev). A palavra de Deus cura as doenças da nossa alma.

Sábado, 5-VII: Guardar e defender a boa doutrina.

Am 9, 11-15 / Mt 9,14-17

            Mas deita-se vinho novo em odres novos, e ambas as coisas se conservam.

             A vinda de Cristo à terra, e a sua mensagem, são como o vinho novo e exige um recipiente novo (cf. Ev). Compete à Igreja guardar as verdades da fé e da moral, para que não se alterem ao sabor das modas. E cada um de nós é também o recipiente novo que recebe a vida da graça e as verdades da fé, defendendo-as da agressividade do relativismo e laicismo reinantes.

            Para reconstruir a vida do povo exilado, Deus vai dotá-lo de novas energias para a reconstrução da cidade em ruínas, a plantação de videiras e pomares, etc. (cf. Leit).

14ª SEMANA

2ª Feira, 7-VII: O amor de Deus pelo seu povo.

Os 16, 17-18. 21-22 / Mt 9, 18-26

            Farei de ti minha esposa para sempre, desposar-te-ei segundo a justiça e o direito, por amor e misericórdia.

            «Deus ama o seu povo, mais que um esposo a sua bem amada; este amor vencerá mesmo as piores infidelidades (cf. Leit); e chegará ao mais precioso de todos os dons: ‘Deus amou de tal modo o mundo, que lhe entregou o seu Filho único’» (CIC, 219).

            As curas são igualmente mais uma manifestação do amor de Deus. São um sinal de que Ele, como Médico divino veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo. Quem d’Ele aproxima com fé, como a hemorroísa, recebe sempre um dom (cf. Ev).

3ª Feira, 8-VII:

Os 8, 4-7. 11-13 / Mt 9, 32-38

            A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. 

            É verdade que há uma carência inquietante de vocações. A grande maioria das pessoas continua a ser atraída por outros caminhos, que não exigem compromissos com Deus e, às vezes, até afastam de Deus: «considero repelente, ó Samaria, o bezerro que adoras» (Leit).

            Para que haja mais vocações é preciso reavivar, sobretudo na gente mais jovem, uma nostalgia de Deus, para que possam desabrochar desejos de entrega a Deus. E também que haja um grande movimento de oração em todas as comunidades.

4ª Feira, 8-VII: Iniciativas dos leigos.

Os 10, 1-3. 7-8. 10 / Mt 10, 1-7

            (Jesus) deu-lhes autoridade sobre os espíritos impuros, com poder de os expulsarem e de curarem todas as doenças. 

            Jesus chamou os Doze, conferiu-lhes poderes e enviou-os em missão (cf. Ev).

            Os leigos têm como vocação própria ocupar-se das realidades temporais e ordená-las segundo Deus. Compete-lhes ter iniciativas para a transformação das realidades terrenas: «já é tempo de procurar o Senhor» (Leit). «A iniciativa dos fiéis leigos é particularmente necessária quando se trate de descobrir, de inventar meios para impregnar, com as exigências de doutrina e da vida cristãs, as realidades sociais, políticas e económicas» (CIC, 899).

5ª Feira, 10-VII: Manifestações do amor do Pai.

Os 11, 1-4. 8-9 / Mt 10, 7-15

            Ainda Israel estava na infância e já eu o amava e a ele, meu filho, chamei-o para que saísse do Egipto. 

            «O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho (cf. Leit). Este amor é mais forte que o de uma mãe para com os seus filhos» (CIC, 219).

            É esse amor que o leva a perdoar as ofensas dos filhos: «Não deixarei arder a minha indignação. É que eu sou Deus, e não homem, o Santo que está no meio de vós» (Leit). E leva também a ter compaixão por todos os enfermos: «curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios» (Ev).

6ª Feira, 11-VII: Reconstrução das raízes cristãs da Europa.

Prov 2, 1-9 / Mt 19, 27-29

            E, todo aquele que tiver deixado casa, irmãos…por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. 

            S. Bento contribuiu enormemente para a implantação das raízes cristãs dos países que hoje constituem a Europa. Por isso, foi nomeado Padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964.

            Ouviu o chamamento do Senhor e deixou tudo por amor a Ele (cf. Ev), e nós recebemos uma esplêndida herança. Para reconstruirmos as raízes cristãs no nosso país, recorramos à protecção de Deus e sejamos fiéis à nossa vocação cristã: «Ele guarda os caminhos dos que lhe são fiéis» (Leit).

Sábado, 12-VII: Abandono filial e disponibilidade.

Is 6, 1-8 / Mt 10, 24-33

            Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, portanto: valeis mais do que muitos passarinhos. 

            Jesus pede-nos um abandono filial à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos (cf. Ev).

            Este abandono consegue-se especialmente através do diálogo com Deus, como aconteceu com o profeta Isaías. Estava inquieto, queixou-se da sua indignidade, foi purificado dos seus pecados e acabou por manifestar uma disponibilidade plena para a missão que Deus lhe confiou: «Eis-me aqui, Senhor, podeis enviar-me» (Leit).

15ª SEMANA

2ª Feira, 14-VII: Aspectos da conversão interior.

Is 1, 10-17 / Mt 10, 34- 11, 1

            Quem não toma a sua cruz, para me seguir, não é digno de mim. 

            O mais importante da vida de um cristão é o seguimento de Jesus. Mas este seguimento exige uma conversão interior, pois não basta oferecer qualquer sacrifício: «de que me servem os vossos inúmeros sacrifícios?» (Leit).

            «A conversão interior realiza-se… pela revisão de vida, o exame de consciência, a direcção espiritual, a aceitação dos sofrimentos, a coragem de suportar a perseguição por amor da justiça. Tomar a sua cruz de todos os dias e seguir Jesus (cf. Ev) é o caminho mais seguro de penitência» (CIC, 1435).

3ª Feira, 15-VII: Graças de Deus e conversão.

Is 7, 1-9 / Mt 11, 20-24

            Começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maioria dos seus milagres, por não terem feito penitência. 

            Os habitantes destas cidades não corresponderam às graças recebidas de Deus (cf. Ev). Embora Jesus não tenha vindo para julgar, mas para salvar, é possível, no entanto, recusar as graças nesta vida, o que provoca o endurecimento do coração. No entanto, protege a cidade de Jerusalém dos ataques dos reis de Judá e da Síria (cf. Leit).

            Precisamos pedir ao Senhor um coração novo: «Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos». Deus é quem nos dá a graça de começarmos de novo. E assim, os nossos corações voltarão de novo para Ele.

4ª Feira, 16-VII: Nossa Senhora do Carmo: Caminho de esperança.

Is 10, 5-7. 13-16 / Mt 11, 25-27

            Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 

            É aos humildes que Deus se revela (cf. Ev). O homem, abandonado a si mesmo não consegue cumprir os planos de Deus e a sua vida fica sem esperança. Assim aconteceu com a Assíria, cujos habitantes não conseguiram entender os planos de Deus (cf. Leit). Somente Jesus nos apresenta novas dimensões, desconhecidas para nós.

            Nossa Senhora do Carmo guia-nos para o futuro eterno, ajuda-nos a descobri-lo, dá-nos uma esperança. Neste caminhar terreno, cheio de fadigas, iluminados por Ela, conseguimos seguir um caminho seguro.

5ª Feira, 17-VII: Aprender e aproximar-se do Senhor.

Is 26, 7-9. 16-19 / Mt 11, 28-30

            Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração.

             Jesus encarnou para ser o nosso modelo de santidade: «Aprendei de mim». De modo especial, chama a atenção para as virtudes da mansidão e da humildade, incluídas nas bem-aventuranças, que constituem um retrato de Cristo.

«Vinde a mim»: aproximemo-nos do Senhor, com toda a confiança, pois «o caminho do justo é recto, e plana é a senda que lhe preparais» (Leit). E quando sofrermos, recorramos imediatamente a Deus, como a mulher que está para ser mãe se contorce e grita com dores (cf. Leit).

6ª Feira, 18-VII: Senhor do Sábado, da vida e da morte.

Is 38, 1-6. 21-22. 7-8 / Mt 12, 1-8

            Olha que os teus discípulos estão a fazer o   que não é permitido ao sábado. (Jesus): É que o Filho do Homem é senhor do Sábado. 

            Jesus é Senhor do Sábado (cf. Ev). Mais tarde, seria substituído pelo Domingo, dia da sua Ressurreição. Ele quis que reservássemos um dia da semana para louvor e serviço de Deus. O Domingo é um bom dia para pedir perdão a Deus pelas culpas da semana e pedir graças e forças para a semana que começa.

            Também é Senhor da vida e da morte. Ezequias tinha os dias de vida contados, mas chorou, recordou que tinha sido fiel e Deus resolveu acrescentar-lhe mais quinze anos de vida (cf. Leit).

Sábado, 19-VII: O espírito Santo, fruto da Cruz

Miq 2, 1-5 / Mt 12, 14-21

            Eis o meu servo, a quem eu escolhi, o meu muito amado, enlevo da minha alma.

             «Os traços do Messias são revelados sobretudo nos cânticos do servo (cf. Ev). Estes cânticos anunciam o sentido da paixão de Jesus, indicando assim a maneira como Ele derramará o Espírito Santo para dar a vida à multidão…Tomando sobre si a nossa morte, Ele pode comunicar-nos o seu próprio Espírito de vida» (CIC, 713).

 Temos necessidade deste Espírito que nos comunica a vida, para podermos evitar aquelas coisas que «escravizam o homem e a sua morada» (Leit), e que conduzem à morte.

16ª SEMANA

2ª Feira, 21-VII: Sacrifício agradável a Deus.

Miq 6, 1-4. 6-8 / Mt 12, 38-42

            Agradarão ao Senhor milhares de cabritos, dezenas de milhares de torrentes de azeite? 

            Qual o sacrifício que mais pode agradar a Deus? «Todas as suas actividades (dos leigos), orações, iniciativas apostólicas, a sua vida conjugal e familiar, o seu trabalho de cada dia, os seus lazeres do corpo e do espírito, se forem vividos no Espírito de Deus, e até as provações da vida pacientemente suportadas, tudo se transforma em ‘sacrifício espiritual’, agradável a Deus, por Jesus Cristo» (CIC, 901).

            Jesus recorda o bom acolhimento dos habitantes de Nínive ao pedido de Jonas (cf. Ev). Arrependeram-se e abandonaram o mal que estavam a fazer.

3ª Feira, 22-VII: S. Maria Madalena: À procura de quem amamos.

Cant 3, 1-4 / Jo 20, 1. 11-18

            No primeiro dia da semana, Maria de Magdala foi de manhãzinha, ainda escuro, ao túmulo do Senhor. 

            Maria Madalena foi das primeiras pessoas a encontrar-se com o Ressuscitado e tornou-se também uma das primeiras mensageiras da Ressurreição de Cristo (cf. Ev).

            Procuremos igualmente ir ao encontro do Senhor durante o nosso dia. Haverá momentos em que será mais difícil, mas Ele está sempre à nossa espera. Imitemos Maria Madalena no amor com que o procurou: «Vistes aquele que o meu coração ama? Assim que os deixei para trás, encontrei aquele que o meu coração ama» (Leit). Desejar encontrá-lo é sempre o princípio do amor.

4ª Feira, 23-VII: S. Brígida: O rosto espiritual da Europa.

Gal 2, 19-20 / Jo 15, 1-8

            Quando alguém permanece em mim e eu nele, esse é que dá muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer. 

            Recorremos hoje à protecção de S. Brígida, Padroeira da Europa, para que ganhem novo vigor as raízes cristãs que lhe deram origem.

            A Europa foi profundamente penetrada pelo cristianismo e a fé cristã plasmou a cultura do continente. Deste modo, adquiriu um rosto espiritual, mas está actualmente a dissipar este precioso património. A nossa esperança está em Cristo: «Sem mim, nada podeis fazer» (Ev). Portanto, a nossa actuação só dará verdadeiros frutos se nos aproximarmos mais de Deus.

5ª Feira, 24-VII: Conhecimento dos mistérios do Reino.

Jer 2, 1-3. 7-8. 12-13 / Mt 13, 10-17

            Endureceram os ouvidos e fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos e ouvir com os ouvidos, entender com o espírito e converter-se, para que eu os curasse. 

            Jesus convida a entrar no seu Reino, por meio das parábolas (cf. Ev), um elemento muito característico dos seus ensinamentos. Para isso, precisamos abrir bem os olhos da fé: «felizes os olhos porque vêem», e também os ouvidos, para acolhermos bem a palavra de Deus.

            Queixa-se Deus que o seu povo cometeu dois pecados: abandonou-o, a Ele que é a fonte de água viva; e foi abrir cisternas, com fendas, que não conservam a água (cf. Leit). Se não seguimos os caminhos de Deus, andamos a perder o tempo.

6ª Feira, 25-VII: S. Tiago: Preparados para a renúncia?

2 Cor 4, 7-15 / Mt 20, 20-28

            Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que eu estou para beber? Eles responderam-lhe: Podemos! 

            Recebemos do Senhor uma vida nova através dos sacramentos. Mas trazemos esta vida em vasos de barro (cf. Leit), e ela pode enfraquecer-se e até perder-se pelo pecado grave.

            Por isso, o Senhor pergunta-nos se podemos beber o seu cálice. Tiago respondeu afirmativamente (cf. Ev) e, de facto, ele foi o primeiro Apóstolo a dar a vida pelo Evangelho (cf. Oração). Para cumprirmos a nossa missão de servir e dar a vida pelos outros, precisamos apoiar-nos muito na fortaleza de Deus.

Sábado, 26-VII: S. Joaquim e S. Ana: A herança que deles nasceu.

Sir 44, 1. 10-15 / Mt 13, 16-17

            Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações.

             Hoje é dia para louvarmos as ilustres pessoas (cf. Leit) dos pais de Nossa Senhora: Joaquim e Ana. Foram eles que trouxeram ao mundo a Mãe de Deus (cf. Oração).

            De algum modo, chegaram ao conhecimento dos mistérios do reino de Deus, através do que viram e ouviram da sua filha: «Felizes os olhos porque vêem, e os ouvidos porque ouvem» (Ev). Queremos aprender com eles a ver e ouvir Nossa Senhora, e assim chegarmos melhor até Jesus.

17ª SEMANA

2ª Feira 28-VII: A transformação do mundo.

Jer 13, 1-11 / Mt 13, 31-35

            O reino dos Céus é semelhante a um fermento que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado. 

            Com a imagem do fermento (cf. Ev), o Senhor recorda-nos a nossa responsabilidade no convívio com as outras pessoas na família, no trabalho, etc., de tal maneira que consigamos transformar o ambiente em que vivemos.

            Isto será possível se estivermos muito unidos ao Senhor, para podermos conseguir estar muito unidos aos outros É o que deduzimos da imagem da faixa: «Tal como a faixa se une à cintura do homem, assim eu tinha unido toda a casa de Israel… Mas eles não quiseram» (Leit).

3ª Feira, 29-VII: S. Marta:

1 Jo 4, 7-16 / Jo 11, 19-27

            Marta disse então Jesus: Se tivesses estado aqui, Senhor, meu irmão não teria morrido. 

            Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor, e lá procurava descansar e se sentia bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade (cf. Oração); e pediu-lhe pela ressurreição do irmão Lázaro (cf. Ev) e conseguiu-o.

            Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo bem o Senhor e as pessoas amigas; imitemos a sua oração confiada, pedindo pela resolução dos problemas de amigos e conhecidos. O Senhor não deixará de nos ouvir, porque «foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (Leit).

4ª Feira, 30-VII: A descoberta dos tesouros.

Jer 15, 10. 16-21 / Mt 13, 44-46

            O reino dos Céus é semelhante a um tesouro, escondido num campo. 

            Para entrar no reino, Jesus «exige uma opção radical: para adquirir o reino é preciso dar tudo (cf. Ev). As palavras não bastam, exigem-se actos» (CIC, 546). Precisamos dedicar toda uma vida à edificação do reino de Deus: primeiro dentro de nós (vida sacramental e oração) e, depois, à nossa volta (entregando-nos ao serviço dos irmãos, dando testemunho de Cristo).

            A própria palavra de Deus é um tesouro e um alimento: «Quando apareciam as vossas palavras, Senhor, eu logo as tomava como alimento» (Leit).

5ª Feira, 31-VII: Ajudar na imagem da Igreja.

Jer18, 1-6 / Mt 13, 47-53

            O Reino dos Céus é também semelhante a uma grande rede que foi lançada a mar e apanhou toda a espécie de coisas. 

            Esta rede lançada ao mar (cf. Ev) é a imagem da Igreja, em cujo seio há justos e pecadores. «A Igreja é santa no seu Fundador, nos seus meios, mas formada por homens pecadores; temos que contribuir para melhorá-la e ajudá-la a uma fidelidade sempre renovada» (João Paulo II).

            Sendo uma fonte de santidade, põe à nossa disposição todos os meios para encontrarmos Deus. Recebamo-los com toda a devoção e docilidade: «Como o barro está nas mãos do oleiro, assim vós estais nas minhas mãos» (Leit).

 

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