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TEMPO COMUM 17ª SEMANA ... 6ª Feira, 1-VIII: As referências de Deus. Jer 26, 1-9 / Mt 13, 54-58 Não é ele o filho do carpinteiro? Não tem sua Mãe o nome de Maria? Donde lhe vem tudo isto? Os conterrâneos de Jesus ficam apenas no puramente humano, esquecendo o poder divino de Cristo (cf. Ev). É necessária uma conversão para poder descobrir Deus nos acontecimentos correntes, nas pessoas: «Talvez eles queiram escutar e se arrependa cada um do seu mau proceder» (Leit). Se fizermos o nossos trabalho bem feito aos olhos de Deus, que tudo fez bem; se formos bons filhos de Nossa Senhora, ajudaremos muitos a aproximarem-se de Jesus, que era conhecido pelo seu trabalho e pela sua Mãe (cf. Ev). Sábado, 2-VIII: O martírio: encarnação do Evangelho. Jer 26, 11-26 / Mt 14, 1-12 O rei ficou triste mas, devido aos juramentos e aos convivas…, mandou um emissário decapitar João na cadeia. Os intervenientes nas duas leituras de hoje tiveram sortes diferentes, mas ambos defenderam a verdade: Isaías foi poupado (esse homem não deve ser condenado à morte: cf. Leit) e João Baptista foi decapitado (cf. Ev). Os mártires anunciaram o Evangelho e deram dele um testemunho com a sua vida, que terminou com efusão de sangue. Tendo a convicção de que não podiam viver sem Cristo, estiveram prontos a dar a vida por Ele. O Senhor é o salvador do homem e este só n’Ele encontra a verdade da sua vida. 18ª SEMANA 2ª Feira, 4-VIII: S. João Mª Vianney: Contar sempre com Deus. Jer 28, 1-17 / Mt 14, 13-21 Pegou nos cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção. Este milagre é uma manifestação da misericórdia de Jesus para com aqueles que O seguiam (cf Ev), e uma figura da superabundância do pão eucarístico (cf CIC, 1335). Ensina-nos a contar sempre com Deus. Da nossa parte fazemos tudo aquilo que podemos (os cinco pães e os dois peixes), e o resto é com Ele. Além disso, precisamos contar sempre com a Eucaristia. Peçamos abundantes vocações sacerdotais, pela intercessão de S. João Mª Vianney, para que nos dêem o pão-nosso de cada dia. 3ª Feira, 5-VIII: Dedicação Basílica Sª Mª Maior: Sob a protecção da estrela da Manhã. Jer 30, 1-2. 12-15. 18-22 / Mt 14, 22-36 Mas (Pedro), ao notar a ventania, teve medo e, começando a afundar-se, lançou um grito: Salva-me, Senhor! Pedro começou a afundar-se, porque reparou mais nas dificuldades que o rodeavam (a ventania), do que nas palavras do Senhor. Por isso, Jesus lhe chamou a atenção: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» (Ev). Neste dia da Dedicação da Basílica de Sª Mª Maior, procuremos recorrer mais vezes à protecção de Nª Senhora. «Não afastes os olhos do resplendor desta Estrela (Estrela da Manhã), se não queres ser destruído pelas tempestades» (S. Bernardo). 5ª Feira, 7-VIII: A autoridade confiada a Pedro. Jer 31, 31-34 / Mt 6, 13-23 Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra ficará ligado nos céus. Jesus compromete-se com Simão Pedro: «Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as forças do Inferno não levarão a melhor contra ela» (Ev). E confia-lhe o poder das chaves, isto é, a autoridade para governar a Casa de Deus, que é a Igreja. Deus também se tinha comprometido a estabelecer uma Aliança nova com a casa de Israel: «Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo» (Leit). Rezemos muito pelo Papa e seus colaboradores e procuremos ser muito dóceis aos seus ensinamentos, que recebem a autoridade de Jesus. 6ª Feira, 8-VIII: Afasta de mim o que me afasta de ti. Naum 2, 1-3; 3, 1-3. 6-7 / Mt 16, 24-28 Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se arruinar a própria vida? «A fé no Deus único leva-nos a usar de tal modo tudo quanto não for Ele, na medida em quem nos aproximar d’Ele, e a desprender-nos de tudo, na medida em que d’Ele nos afastar (cf Ev)» (CIC, 226). Uma maneira concreta de afastar de nós o que afasta de Deus é procurarmos pegar na cruz de cada dia. S. Domingos combateu com êxito os erros dos albigenses. Assim procurou igualmente afastar esta heresia, que afastava de Deus. Sábado, 9-VIII: S. Teresa Benedita da Cruz: O heroísmo de cada dia. Os 2, 16. 21-22 / Mt 25, 1-13 À meia-noite, ouviu-se um brado: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. Celebramos a festa de S. Teresa B. da Cruz, uma das três Padroeiras da Europa. Ao longo da sua vida foi preparando o encontro com o Senhor, enchendo de azeite (graça de Deus) a lâmpada da sua vida (cf Ev), que culminou no martírio. A Europa precisa actualmente do testemunho de todos os seus filhos. Há uma maneira descuidada de percorrer os caminhos de Deus (das virgens insensatas) e uma maneira heróica (a das virgens prudentes), que consiste em viver com fidelidade as pequenas coisas de cada dia. 19ª SEMANA 2ª Feira, 11-VIII: S. Clara: Manifestações do amor de Deus. Ez 1, 2-5. 24-28 / Mt 17, 22-27 (Jesus): o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens… E os discípulos ficaram profundamente consternados. Os discípulos não entenderam esta afirmação de Jesus (cf Ev). Mas é por amor que Ele entrega a sua vida. A Santa Missa é uma das maiores manifestações do amor de Deus para connosco, porque o Senhor se entregou para nos levantar e salvar. Entreguemos-lhe um pouco mais da nossa vida. S. Clara, fundadora da Ordem das Clarissas, viveu com grande amor a pobreza evangélica, seguindo os passos do Senhor. 3ª Feira, 12-VIII: Vontade de Deus e rebeldia Ez 2, 8- 3, 4 / Mt 18, 1-5. 10. 12-14 Assim não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um único sequer destes pequeninos. «É vontade do nosso Pai que todos os homens se salvem e cheguem aos conhecimento da verdade. Ele usa de paciência… não querendo que ninguém se perca (cf Ev)» (CIC, 2822) Para isso, o Senhor pede-nos que não sejamos rebeldes ao cumprimento da sua vontade (cf Leit). Com alguma frequência teremos que deixar de lado o ‘não me apetece’ fazer isto ou aquilo, mas aceitar o que devemos fazer: «Filho de homem, come o que tens na frente, come esse rolo» (Leit). 4ª Feira, 13-VIII: Descobrir a presença de Deus. Ez 9, 1-7; 10, 18-22 / Mt 18, 15-20 Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles. «Deus está sempre presente na sua Igreja, sobretudo nas acções litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa… Está presente com a sua virtude nos sacramentos… está presente na sua Palavra… está presente, enfim, quando a Igreja canta ou reza os Salmos, Ele que prometeu: ‘onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles’ (Ev)» (CIC, 1088). Também está presente e ajuda aqueles que estão marcados com o sinal da Cruz, isto é, aqueles que sofrem e se lamentam pelas acções abomináveis (cf Leit) 5ª Feira 14-VIII: S. Maximiliano Kolbe: Perdoar do fundo do coração. Ez 12, 1-12 / Mt 18, 21-19, 1 Assim vos há-de fazer também meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do íntimo do coração. No dia a dia é inevitável que apareçam pequenos conflitos: as discussões caseiras, os gestos e palavras que incomodam, os aborrecimentos do trânsito… O Senhor pede-nos que perdoemos do íntimo do coração (cf Ev) e diz-lhes «que segundo o que fizeste, assim lhes será feito» (Leit). O nosso interior deve conservar-se limpo de qualquer inimizade. Devemos procurar sorrir, responder amavelmente, desculpar. E não ficar cá dentro com um registo de pequenas ofensas. S. Maximiliano Kolbe ofereceu a sua vida em holocausto de caridade para salvar a vida de outros. Sábado, 16-VIII: Coração novo e alma nova. Ez 18, 1-10. 13. 30-32 / Mt 19, 13-15 Deixai as criancinhas e não as impeçais de se aproximarem de mim, que o reino dos céus é daqueles que são como elas. Tornar-se crianças diante de Deus é a condição para receber a Revelação de Deus e também para entrar no reino dos Céus (cf Ev). Que significa tornar-se criança diante de Deus? É necessário ter «um coração contrito que nos faça voltar ao estado de criança» (CIC, 2785). Além disso, precisamos converter-nos e criar um coração novo e uma alma nova: «Convertei-vos e renunciai a todas as vossas culpas… lançai para longe de vós todas as faltas que praticastes e criai um novo coração e uma alma nova» (Leit). 20ª SEMANA 2ª Feira, 18-VIII: Que me pede Deus para segui-lo? Ez 24, 15-24 / Mt 19, 16-22 Vem depois e segue-me. Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se entristecido, pois tinha muitos bens. «Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna? (Ev). Ao jovem que lhe faz esta pergunta, Jesus responde, primeiro, invocando a necessidade de reconhecer a Deus, como ‘único Bom’, o Bem por excelência e a fonte de todo o bem» (CIC, 2052). Deus também pediu a Ezequiel que se desprendesse da sua mulher, que era a alegria dos seus olhos (Leit). Que obstáculos há na nossa vida para seguirmos o Senhor mais de perto? Que coisa concreta, mesmo que seja exigente, me pede o Senhor neste momento? 3ª Feira, 19-VIII:Apreciar a verdadeira riqueza. Ez 28, 1-10 / Mt 19, 23-30 Olha que nós deixámos tudo e te seguimos. Que nos será, pois, concedido? «A fé em Deus leva-nos a usar de tudo quanto não for Ele, na medida em que nos aproximar d’Ele, e a desprender-nos de tudo, na medida em que d’Ele nos afastar» (CIC, 226) Para quem conhece as riquezas de Cristo nada se lhe pode comparar. Mas o nosso orgulho convence-nos a sermos senhores do mundo: «O teu coração encheu-se de orgulho, e tu disseste: Sou um deus… Mas tu não passas de um homem, não és deus» (Leit). Que Deus nos ajude a apreciar aquilo que é verdadeiramente rico. 4ª Feira, 20-VIII: Tempo para trabalhar na vinha do Senhor. Ez 34, 1-11 / Mt 20, 1-16 O Reino dos céus é semelhante a um proprietário, que saiu muito cedo, a contratar trabalhadores para a sua vinha. O Senhor chama-nos para trabalharmos na sua vinha (cf Ev), para cuidarmos do seu rebanho (cf Leit). Trabalhar na sua vinha significa cuidar das coisas que se referem a Deus: melhorar a vida espiritual, trabalhar em obras de apostolado, evitar a ociosidade, vencer o egoísmo e o comodismo. Significa também participar na construção do reino de Deus na terra, melhorando as condições do ambiente em que vivemos. S. Bernardo tinha fama de, cada vez que saía do seu convento, trazer mais gente para Deus (cf parábola). 5ª Feira, 21-VIII: S. Pio X: Entrada na intimidade divina. Ez 36, 23-28 / Mt 22, 1-14 O reino dos céus é comparável a um rei que preparou o banquete nupcial para o seu filho. «Para nós, o banquete eucarístico é uma antecipação real do banquete final, preanunciado pelos profetas e descrito no Novo testamento como as ‘núpcias do Cordeiro’, que se hão-de celebrar na comunhão dos santos» (Sac. carit., 31). Para alcançarmos a intimidade divina, o Senhor purificar-nos-á, dar-nos-á um coração renovado, infundirá em nós o seu espírito (cf Leit). S. Pio X levou a cabo uma tarefa de purificação na doutrina com o combate ao modernismo e deu oportunidade de renovação da vida cristã ao anticipar, por exemplo, a idade para a 1ª Comunhão. Sábado, 23-VIII: Humildade e espírito de serviço. Ez 43, 1-7 / Mt 23, 1-12 Aquele que for o maior entre vós será vosso servo. Quem se elevar será humilhado e quem se humilhar será elevado. Os escribas e fariseus procuravam apenas a sua própria glória (cf Ev). Pelo contrário, a glória de Deus deve estar presente em todas as nossas acções (cf Leit) O Senhor ensinou-nos a sermos humildes e a servirmos o próximo: o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir. Ajudamos os outros quando manifestamos compreensão pelos seus defeitos; quando somos cordiais no nosso trabalho; quando transmitimos à nossa volta um ambiente de paz e alegria. 21ª SEMANA 2ª Feira, 25-VIII: Oração de intercessão. 2 Tes 1, 1-5. 11-12 / Mt 23, 15-22 Cegos! Então que vale mais, a oferenda ou o altar, que tornou sagrada a oferenda? Os fariseus davam mais importância às práticas exteriores do que às interiores (cf Ev). Pelo contrário, S. Paulo confia muito no valor da oração: «Que Ele faça, com o seu poder, se realizem plenamente os vossos bons propósitos» (Leit). «Interceder, pedir os favores de outrem, é próprio dum coração conforme com a misericórdia de Deus. Na intercessão, aquele que ora não olha aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros, e chega até a rezar pelos que lhe fazem mal» (CIC, 2635). 3ª Feira, 26-VIII: A limpeza do interior. 2 Tes 2, 1-3. 13-16 / Mt 23, 23-26 Fariseu cego! Purifica primeiro o interior do copo e do prato, para o exterior ficar limpo também. Os fariseus dedicavam mais atenção às aparências e descuidavam o mais importante: a limpeza do coração (cf Ev). É muito importante a limpeza interior, porque os limpos de coração verão a Deus (cf Mt 5, 28). Pois é do coração do homem que procedem o egoísmo, os maus pensamentos, a cobiça, a inveja, etc. É também necessária esta limpeza para recebermos o Senhor dignamente na Eucaristia. 4ª Feira, 27-VIII: S. Mónica: A dignidade do trabalho. 2 Tes 3, 6-10. 16-18 / Mt 23, 27-32 Trabalhámos noite e dia de maneira esforçada e fatigante… Quisemos dar-vos a vós como exemplo. S. Paulo não se dedicava ao trabalho apenas para ocupar o tempo. Fazia-o com muito empenho e dedicação (cf Leit). «O trabalho humano é um prolongamento da obra da criação. É um dever: ‘Se algum de vós não quer trabalhar também não coma’ (Leit). O homem colabora de certo modo como Filho de Deus na sua obra redentora. O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades temporais terrenas no Espírito de Cristo» (CIC, 2427). S. Mónica ofereceu todas as suas obras pela conversão do filho. 5ª Feira, 28-VIII: S. Agostinho: Cuidar a vigilância. 1 Cor 1, 1-9 / Mt 24, 42-51 Vigiai, porque não sabeis o dia em que virá o Senhor… Por isso, estai vós também preparados. O mesmo apelo faz S. Paulo aos Coríntios: «Ele é que vos fará firmes até ao fim, irrepreensíveis no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Leit). Estaremos vigilantes quando nos esforçamos por melhorar a nossa própria vida: pela oração, pelo sacrifício, pelo cuidado das coisas pequenas (cf Ev). E também procurando melhorar a vida da sociedade, tornando-a mais humana e mais justa. S. Agostinho cuidou do seu rebanho e combateu fortemente os erros do seu tempo. 6ª Feira, 29-VIII: Martírio de S. João Baptista: Missão do Precursor. Jer 1, 17-19 / Mc 6, 17-29 Ela voltou logo a toda a pressa para junto do rei…: Quero que me dês, sem demora, num prato, a cabeça de João Baptista. «(João Baptista) precedendo Jesus, ´com o espírito e o poder de Elias’, dá testemunho d’Ele pela sua pregação, pelo seu baptismo de conversão e, finalmente, pelo seu martírio (cf Ev)» (CIC, 523). Na sua pregação nunca temeu ninguém, nem o poderoso Herodes. Para isso o preparou o Senhor: «Não tremas diante daqueles a quem te envio» (Leit). Orientou a pregação para a conversão, como fez Jesus na sua 1ª mensagem pública: «Convertei-vos e acreditai no Evangelho». Sábado, 30-VIII: O tempo, tesouro de Deus. 1 Cor 1, 26-31 / Mt 25, 14-30 Muito bem, excelente e fiel servidor! Como foste fiel em pouca coisa à testa de muita coisa te hei-de colocar. Deus concedeu-nos muitos talentos (cf Ev): a inteligência, a capacidade de amar e de tornar felizes os outros, os bens temporais. Ele espera que os saibamos administrar muito bem, aproveitando o tempo da nossa vida, para crescermos nas nossas virtudes, ajudarmos os outros e construirmos uma sociedade mais justa. Não deixemos de recorrer, com humildade, á sua ajuda pois «o que é fraco aos olhos do mundo é que Deus escolheu» (Leit).
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